Sei que normalmente falo coisas alegres e tal, mas neste momento estou com uma dor no peito tão profunda e tão pungente, como uma faca em brasa atravessando meu peito que nem consigo fingir ser forte e digitar essas palavras.  O meu irmão ou melhor, o meu filho já que sempre cuidava dele como mãe (um dos trigêmeos) Rodrigo de Barcelos Ferreira, sempre teve um único objetivo : tirar a própria vida.Por 4 longos e dolorosos anos ele vinha tentando sem sucesso cometer suicídio, seja tentando tomar veneno de rato com uma amiga, se ferindo – física e verbalmente – mas como ele mesmo dizia “já estou morto”.  Admito que não foi uma relação fácil na nossa família, vivendo 24 horas por dia em casa em alerta para que ele não fizesse algo, fazendo chantagem emocional com todos, fazendo praticamente terror psicológico com todos que o amavam – e que sempre amarão – mas o pior de tudo era ver um homem lindo, inteligente, amoroso como meu menino tendo tanto ódio contra si próprio. É horrível como irmã, terapeuta e gente ficar impotente já que ele nunca quis realmente se ajudar.No velório vi várias pessoas que nunca sequer havia visto o rosto (parentes distantes ou amigos do meu pai da Scania) mas as únicas pessoas que pude contar, seja do meu lado e apoiando a minha família – ou simplesmente com uma ligação de consolo sincero foram meus amigos que, esses sim, são minha família Espiritual :

CLEBER, FELIPE, MARIA, VALDIRENE, ROSANA E ROBERTO BATESSUSSO E ADRIANO LIMA .

Fora todos os amigos que ligaram e estão rezando pela alma do meu irmão que infelizmente não poderei colocar todos os nomes aqui.
Peço por favor quem estiver lendo essas linhas, independente da crença, rezem e mandem Luz e Paz para o meu irmão, que está do meu lado neste momento dizendo que tudo está bem :RODRIGO DE BARCELOS FERREIRA (27/07/1984)Foi o dia mais frio e silencioso da minha vida. E não consigo conter as lágrimas nem escrever mais. Quero ser forte mas preciso ser humana também.PS: Desculpe se não coloquei nenhuma foto dele neste post, mas não estou preparada pra ver o rosto dele, não agora.