Chega o momento na vida de toda mãe que deseja ver seu filho se tornar famoso nas capas de revistas e na TV, receber de uma agência de modelos ou de algum olheiro da vida algo maravilhoso: uma oferta para aparecer num comercial em horário nobre.

Muito bem. Chegada a hora de ler o roteiro, seu filho receia que ele poderá talvez ficar com uma “fama negativa” diante dos amiginhos da escola como a frase “mãe, quero fazer cocô na casa do Pedrinho! ” . Mas, ela, receando que ele poderá estar jogando fora uma chance de ouro do começo de uma brilhante carreira insite que “não ligue para eles querido ! Eles ficarão é com inveja de você, afinal, irá se tornar um astro da TV e eles não !”.

E lá vai o menino, acreditando nas sábias (pelo menos é o que ele acha) palavras de sua mãe e grava o bendito comercial. Depois de um tempo a profecia de sua mãe se torna realidade, só que de uma maneira um pouco diferente, já que em vez de ser apontado na rua como um futuro galã de novela das 8 ele vira chacota de todos com o carinhoso apelido de “O Garoto do Cocô“. Desde um simples olhar ou risinhos ao fundo ao ele passar na rua, a sites e comunidades do Orkut com ele como tema principal. Isso é o princípio da ascensão e queda de garoto do Cocô.

A vergonha é tanta ao nosso pobre herói das fezes, que ele acaba entrando no mundo de ilusões e alívio da dor, com as bebidas por exemplo, um redbull para animar no começo, depois uma maconha para “dar uma relaxada”, e depois um ectasy ou LSD aqui, um crack ou heroína acolá, até cair literalmente no fundo do poço ao aceitar novamente um teste de comercial e se tornar o Garoto das Casas Bahia.

Aquilo vai destruindo aos poucos o seu cérebro tão fragilizado devido aos entorpecentes e ao roteiros simplórios como “Quer pagar quanto?” ou “Conjunto de sofá veneza em várias cores por apenas 19,90 em 36 vezes! Compre agora !!!” que seus neurônios são literalmente bombardeados e ele, se tornando incapaz de balbuciar uma única palavra ou agir como um humano sadio e lúcido é despedido de sua função de porta-voz das Casas Bahias .

E assim, sem ter opção já que o efeito de anos exposto a drogas fortes (ao nível daqueles roteiros do passado que fizeram danos irreversíveis e sem chance de cura), foi obrigado a cair no estado mais deplorável que um humano é capaz: a de vestir uma máscara branca, botas vulcabrás e com a cueca de fora do uniforme azul cobalto e virar o … SuperMarabrás (ou o Super15, dependerá do tipo de drogas que a pessoa usou) isso se ele não virar o garoto do “mãe, eu quero fazer cocô na casa do Pedrinho!” !

MORAL DA HISTÓRIA : Cuidem de suas crianças ou o próxima vítima pode ser o seu filho !