SEXO, GRANOLA E ROCK

Faça-você-mesmo sua vida (Do-it-yourself your life)

DIANAH B, 13 ANOS, AXÉZADA E PROSTITUÍDA…

 (Relato baseado numa história não muito real mas gozada)

  Começou em 1994, quando eu , então com 10 anos, era uma garota normal, com auto-estima média (porque no Brasil não existe mais que médio senão é considerado metido), orgulhosa de ser uma menina que ouvia músicas do quilate como Chico Buarque, Milton Nascimento, Queen, David Bowie, Sade, entre outros. Mas a curiosidade e o desejo inconsciente de agradar os amigos me fizeram tomar decisões que afetariam para sempre minha vida.

  Algumas amigas estavam no banheiro comentando sobre a nova onda e pergutaram se queria “provar um pouco”. No íncio relutei, mas temia que elas me rejeitassem então provei. O meu organismo rejeitou no início chegando até a me causar ânsia, mas depois adaptou-se. Pensei que poderia sair a hora que quisesse, mas quando notei já estava num caminho sem volta a minha dignidade.

 A crise de abstnência era mais forte que pensava e o único jeito foi usar mais e mais dessa droga extremamente forte – ilegal em alguns países e liberado em outros como o Brasil – e que, em caso de overdose pode causar problemas mentais irreversíveis.

  Tenho cantando o SEGURA O TCHAN e visualizando mentalmente cenas da Cinderela Bahiana (escrito desta maneira mesmo). No ínicio era um pouco, só pra impedir a dor, mas sem perceber aquilo tomou conta de mim como um encosto maligno. Estava num grau de vício que sonhei que cantava:

 “tudo que é perfeito a gente pega pelo braço,

 Joga ela no meio,

 Mete em cima, Mete embaixo

 Depois de 9 meses você vê o resultado …”

  Pena que seja sonâmbula e tenha feito a performance nua em frente ao Aoreporto de Congonhas . Depois viriam versões mais fortes como OS TRAVESSOS, NETINHO, CRÉU, VAI LACRAIA, entre outros.

 Foi a gota d´água pra minha família.

  Não suportando ver a imagem do desespero e humilhação que me encontrava, fez uma intervenção e hoje estou aqui, numa clínica de reabilitação chamada Escola do Rock/ MPB – com músicas de qualidade, tomando doses diárias de David Bowie e Elis Regina para fortalecer o meu sistema enfraquecido e minha mente em frangalhos.

  Espero que meu relato seja um exemplo a todos os brasileiros que precisam de apoio para sair do vício de Axé, Funk e Pagode e que as autoridades façam algo para impedir este Mal que assola o País onde se vê o consumo em plena Luz do Dia.

  Eu sobrevivi. E um passo de cada vez vou conseguir vencer, Axém …(ops, reacaída!) Amém e obrigada a todos.

PS: Este texto é antigo e hoje sou uma ex-Axezira com a graça do Senhor das Trevas Ozzy. Caso haja muitos erros de português peço desculpas mas compreendam que, quem consome esse tipo de droga tem seu desempenho escolar e mental gravemente afetado.

2 Comments

  1. Há! #MORRI com esse texto, Dih!!! KKKKKKKKK
    Mijando litroixxx de tanto que estou rindo.
    Muito bom mesmo, adooooooooro seu apuradíssimo senso crítico, ops, de humor!
    Beijos muitos!!!
    Deb

    • Oi muié!

      Hehehe … crítica, eu??? imagina … e ironia aqui também não entra! Rs …
      Mas admito que é grave ver ese tipo de droga comercializada em qualquer esquina das grandes capitais, e eu me pergunto: aonde iremos parar???

      Besitos e inté moça, thanks pela visita, já vou te visitar e levar uns biscoitinhos, rs …

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