SEXO, GRANOLA E ROCK

Faça-você-mesmo sua vida (Do-it-yourself your life)

“AMIGOS-AMANTES”

2010 estudo sexo_by_Dianah-B 

  Apesar da foto, sinto muito caro leitores se vocês pensaram que iriam ler algum conto erótico do tipo “meu amigo saradão me viu nua no chuveiro e caiu de boca na minha b…” bom, já deu pra entender que o negócio é outro.

 “Amigos-Amantes” se referem aos relacionamentos em que mostramos apenas uma parte nossa e recebemos o mesmo do dito-cujo. Aquelas relações que apelido carinhosamente de Amizades moleton: “uma delícia em casa, mas dá uma vergonha sair com aquilo na rua …”

 Pois bem, quem nunca passou por isso? São aquelas pessoas que te adoram de uma forma /estilo, contanto que você NUNCA mostre sua outra parte com risco de ser abandonado para sempre. E em namoros então? Multiplique a potência 1000.

 O Medo de perder a pessoa que temos uma ligação carinhosa faz com que editemos o que pensamos, falamos, agindo dessa forma nós mulheres, tornamo-nos “santas”, “maternais” e com receio de assumir nossos desejos mais íntimos. Os homens  por sua vez ,viram “provedores”, “educados” e “cavalheiros” a ponto de acabar com qualquer tesão e acesso a uma intimidade!

 E como queremos tanto que essa relação preencha esse vazio interno que nos consome, aceitamos nos submeter e tentamos também mudar o outro para que vire o nosso protótipo de “relacionamento perfeito”. 

 Tudo o que nos atraiu na pessoa – sua individualidade, suas qualidades e seus defeitos até – some e sobra apenas duas carcaças vazias de pessoas politicamente corretas, covardes demais para se assumir e com seus desejos reprimidos onde só conseguem ter diálogos em locais reservados, na hora que encontram amigos em comum se tornando praticamente estranhos.

 E nos perguntamos se alguma vez houve uma relação DE FATO e com aquela eterna sensação ” E se tivesse me revelado, como teria sido? E se …”

 Por isso que sobra as opções: Traição (um desejo incosnciente de tentar com alguém de fora mostrar o que realmente somos), a Separação ou a Adaptação aceitando a situação. Francamente, nenhuma das 3 me parecem saudáveis.

 Odeio o SER que me transformo em relações . Totalmente insconciente lógico, mas quando vejo, já virei esse pacote.

 Tive – e tenho algumas de quarentena – relações desse tipo, principalmente na área Espiritual. Como temia que descobrissem que trabalho com Tarot, Vidência e Psicometria, ETs, Ascensão e o caralho a quatro.

 E de mostrar esse desenho por exemplo, levei anos para sssumir esse lado erótico da minha arte. beeeeeemmmm hormonal pra falar a verdade. É foda – ou melhor, não-foda isso.

 Sexualmente falando, muitos sensitivos e espiritualistas tem essa energia Sexual bem ativa (chakra básico) e às vezes nós –  meninas principalmente – temos necessidade fisiológica a ponto de causar dores de cabeça (irônico usarmos essa desculpa pra fugir de sexo, hehehe), fora que tememos assumir que só queremos essa equação: 

  (+ HORMÔNIOS E – NERÔNIOS )

 (Engraçado como sou assombrada na mente pela idéia de que “falar assim me torna uma Putona, Galinha ou Ninfomaníaca. Thanks culpa Judáica-Cristã!).

 Mas voltando ao assunto Relações-Amantes, nos assumir é o maior medo que existe na mente humana.  Estou em 2010 tentando mostrar ao velhos conhecidos quem sou realmente – alguns se foram, outros ficaram e alguns não sei ainda no que ou quem vai dar, rs.

 Às vezes cansamos de ter medo e o maior tesão que existe é o de nos REVELAR como somos realmente. Simples assim. 

 Não tenho as respostas, apenas sei as perguntas de como mudar isso. E só isso já me traz conforto.

 E só pra constar: não, não estou no desespero a ponto de pegar qualquer coisa na rua, nem sou cachorra, ninfomaníaca ou maluca, é só um desabafo de uma garota latina-americana, com algum dinheiro no banco, sem parentes importantes e vinda do interior…

4 Comments

  1. Sei bem como é esse lance de se ‘moldar’ para satisfazer aos desejos alheios e realmente isso não é saudável.
    Eu mesma já fiz isso no meu segundo casamento. Ele era extremamente ciumento, inseguro e eu, bom, vc me conhece, sabe como é o meu jeito. Toda extrovertida, brincalhona, do tipo q gosta de falar um monte de merda. E foi exatamente como vc citou no post. O q fez ele se interessar por mim, virou motivo de ciúmes. E eu, não querendo mais entrar em conflito e por medo de perder, me anulei. Deixei de ser o q realmente sou. Perdi minha essência, minha identidade. Minha luz se apagou totalmente. Amigos de anos diziam q eu não era mais a mesma. Depois desse relacionamento, foi a vez do nosso amigo lá. Vivi bem ao lado dele, onde pude ser o q realmente sou. Me aceitava como eu era. Nada de ciúmes ou possessividade. Fui muito feliz ao lado dele. Mas sabe, hj eu percebi algo q não tinha a capacidade de ver na época: apesar de não me anular mais, eu criei uma dependência muito grande. E isso, certamente foi um dos fatores que mais colaborou pro meu choque qdo ele me contou o q fez.
    Mas o tempo passou, me recolhi, busquei me conhecer mais e principalmente, aprender com essa relação. Hj me sinto muito mais mulher, muito mais segura. Ainda não faço a menor idéia se tudo isso q aprendi na teoria até então seguirei à risca na prática, mas posso assegurar q me sinto mais preparada pra viver melhor um relacionamento vindouro.
    Aprendi que sou completa e quero alguém q me complemente, agregue. Acho q esse é o passo inicial para um bom relacionamento.

    Parabéns pelo texto!!!

    Um beijo grande e fica com a Deusa!
    Namastê!

    Debs

  2. Êh Dianah, mulher que fala o que a gente pensa, mas só pensa, não tem coragem de dizer.
    Mania que temos de achar que o outro vai detestar a versão nua e crua, a real, a sem ‘makeup’, a que fala besteira, palavrão, coisas sem sentido, a versão que não tem uma opinião formada sobre tudo, a que sente desejo, tesão, têm fantasias.
    Por receio de ser quem somos na frente de amigos, amigas, amantes, namorado novo e por aí vai, criamos um personagem pra cada situação/pessoa.
    Viver essa vida dupla, onde, pra agradar o outro, a gente se transforma num boneco, onde é só apertar o play pra dizermos o que os outros querem ouvir, é uma afronta a nós mesmas. Nada se compara a poder ser ‘in natura’, pacote completo, com defeitos e qualidades, ou seja, uma pessoa normal. Se gostarem da gente assim, bem, se não gostarem, paciência. Se nem tudo me agrada nesta vida, imagine se o que sou vai agradar a todos indistintamente.
    Acho que é isso. Como vc disse, simples assim…
    Valeu pelo texto!
    Bjks,
    Lu 🙂

    • Oi Lu! Bem-vinda ao meu casebre, fique a vontade! Rs…

      Sempre tememos contqr o que somos né? Apesar de estar falando agora, já menti – e minto ainda, às vezes sem perceber – pros outros nos amarem.
      Espero que em 2010 possa ser nua e crua, como tu comentou.

      Brigada pela visita, espero que tu venha mais, será sempre bem-vinda 🙂

  3. Bom, assumir quem realmente somos é algo difícil até para nós mesmo.Gritar para o mundo eu sou assim, aceite se quiser, é extremamente difícil, porém corajoso, único, autêntico.
    Em relacionamentos eu já fui assim, aceitar alguém como ela me parecia ser e esquecer que a essa pessoa deveria fazer o mesmo, e não eu mesma ajudar a pessoa me moldar, moldar e moldar e ver que era impossível.
    Somos o que somos, só muda se quisermos, e tem que ter um porquê, o “porquê” que nós acreditamos que é certo, vai nos fazer bem, só pra gente, os outros?Ah, os outros a gente pensa depois, ou não…e isso não é se egoísta, de maneira alguma, é amar a si mesma, é aceitar, é amadurecer;e ver que somos de carne e osso, e que se a maior parte do mundo, não percebeu isso na gente, é porque eles ainda terão que perceber isso dentro deles.
    Você é incrível.XD.

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