Ouvindo Thank you- Dido

Aviso: esse não é um post com texto explicativo ou uma lista de auto-ajuda mostrando passo-a-passo como vencer o medo de mudar. É somente um desabafo de madrugada de alguém exausta – física e mentalmente. E também um aviso para mim mesma não desistir nessa minha jornada ao mundo adulto.

Já fui muito porra-louca. Por anos tomei muitas decisões por mero impulso – famoso fogo no rabo – e depois me arrependia amargamente. Seja com dinheiro, amigos, namorados ou profissão, o desejo maluco me guiava.
O legal era que tinha aquela fé inabalável que tudo ia se resolver no final. E muitas vezes foi até melhor o que desejava, mas às vezes me fudia a torto e a direito.

Com receio disso, criei uma solução/armadilha perfeita:  medo de tomar qualquer atitude!
Nessa armadilha em particular, criei meu próprio cárcere privado.  Um mundo aonde todos meus movimentos são friamente calculados (rs) por pessoas neuróticas (e o pior juíz de todos: minha mente) 24 hs/7 dias da semana para julgar e garantir que eu não fizesse mais nenhuma besteira.
É, é um mundo podre, mas como eu disse, a minha mente tem um péssimo gosto quando o assunto é criar algo.

O bom da Prudência é que me ajudou a rever aonde estava investindo minhas energias, meu tempo e dinheiro, criar orçamentos e separar as relações saudáveis das doentias ( e menina, como essa minha cachola tem mau-gosto quando o assunto é relacionamentos, Oxalá é rei!).

Mas o ruim é que perdi oportunidades legais por puro e simples medo. De tanto receio de uma recaída em tomar decisões ruins devido ao impulso, perdi a coragem e a fé para finalizar os objetivos por julgar que sou uma besta completa.

E tem aquela famosa idéia:
”Ah, se tivesse a cabeça que tenho hoje, não teria feito tanta besteira ontem”.
Mas, se não tivesse feito as tais ‘besteiras’, não teria aprendido e nem teria a cabeça de hoje.

Típico caso de biscoitos Tostines: é gostoso porque é mais fresquinho, ou é fresquinho porque é mais gostoso?

E analisando muuuuuuuiiiiitttttto mais, notei que ambos os casos tem uma carência disfarçada de entusiasmo, prazer momentâneo ou “cuidado, vê se não vai fazer merda hein?”
Sempre que tomei decisões ruins foi porque pensava nos outros para ficarem felizes. E todas vez que davam certo era porque ouvia a Intuição e ia sem ligar para mundo a minha volta.

Bom saber que eu que fiz isso, então posso mudar a qualquer hora. Ok, leva tempo pra ir mudando porque transformarr idéias idiotas em atitudes positivas é um trabalho ducacete, mas pelo menos estou sabendo que direção seguir.

Bom, recapitulando, na hora de decidir qual a sensação é a correta, é só lembrar:

Impulso “Fogo no rabo” = Ruim.
Impulso “Intuição” = Bom.

Prudência “tô me cagando porque vou fazer besteira” = Ruim.
Prudência “lógica” = Boa.

Simples assim.