Faltando 1 aninho para virar balzaquiana (esse é o problema de aniversário: a gente leva tanto tempo para decorar a tal idade e quando fica craque já se passou um ano, que saco!).
Já havia falado algo similar no post sobre solidão, mas esse livro caiu como uma bomba no meu colo. Descreveu tão bem o que sentia que pareceu uma biografia não -autorizada da minha vida!
Fazia tempo que não lia (ou melhor, devorava) um livro com tanto afinco. Descreve como uma pessoa introvertida é obrigada a ser “alegre, comunicativo” (vulgo pentelho que berra de forma histérica para se auto-promover). E mostra inclusive as raízes para esse culto ao Ego da sociedade moderna.
É complicado perceber que a vida toda você vestiu – e acreditou! – uma persona que o mundo obrigou a usar. Ainda mais no Brasil, o país do Axé e carnaval (já comentei o quanto odeio todos os estereótipos brasileiros?).

O bom é perceber que quase metade da população é formada de introvertidos – em menor ou maior grau. E que, aos poucos, estamos saindo de nossas tocas e fazendo uma revolução. Silenciosa, mas ainda assim uma revolução.

O relacionamento perfeito entre introvertidos.

Poderia descrever melhor sobre o tema, mas deixarei a própria autora explicar sobre o poder dos introvertidos.

E quem tiver interesse, leia esse guia ilustrado que mostra como interagir com pessoas introvertidas.